Tudo o que você precisa saber sobre armário cápsula

Tem fases na vida que a gente muda tanto, tudo muda tanto, que redefinir o estilo de se vestir acaba se tornando uma necessidade também. Eu passei/estou passando por isso. Tinha um armário lotado de roupas e sapatos, milhões de coisas estavam lá há anos, sem uso algum.

Aí me dei conta de que uma amiga que já estava na minha vida há anos era um exemplo incrível, com ideias incríveis e que eu poderia aprender muito com ela!

Essa é a Silvia Henz, jornalista e entusiasta maravilhosa do Armário Cápsula! Quer saber o que é? Ela veio aqui explicar tudo!

 

“Por que 33?
Foi meu número. 2 bolsas, 4 sapatos, 27 peças de baixo e de cima incluindo partes de cima e debaixo, vestidos, casacos. Eu não conto acessórios, lingerie, pijama, roupas especiais (casamento, academia, faxina), mas tenho pouco tudo.
Ter pouca roupa é um jeito de fazer AC?
Pode ser, pode não ser. Um AC são poucas roupas que você usa, traduzem seu estilo, te deixam confortável, combinam entre si e não te causam estresse ou nenhum mal emocional na hora de escolher e vestir.
Daonde essa ideia?
O primeiro “capsule wardrobe” nasceu no fim dos 70 pela Susie Faux, que estava no mundo corporativo e entendeu que a mulher não tinha um “guarda-roupa de trabalho” como os homens. Ela é inglesa e tem até hoje uma loja chamada Wardrobe. A primeira coleção capsula foi apresentada com 12 peças e ela ficou muito famosa ao desfilar suas roupas junto com Dona Karam nos anos 80. O termo voltou a moda com uma blogueira que vive com 37 peças no guarda-roupa e troca as peças sazonalmente de 3 em 3 meses. Eu sigo mais ou menos o mesmo molde, mas meu número é 33 e mudo muito poucas peças por estação.
O que não é: Um guarda-roupa ideal. Ideal não existe. A ideia não é descartar tudo que você tem e comprar 33 novas peças para um armário perfeito. AC não é sobre consumo. É tirar tudo que você não usa e não ter medo de repetir muito o que você usa. Sim, com o tempo você aprende a substituir por peças coringa e mais duráveis. Esse movimento é o meio do processo, não o início.
Ah mas eu gosto de cores e estampas
Bacana. Você não precisa se encaixar no padrão estético minimalista para aderir ao AC. Se você não gosta de cinza, branco, preto, descubra seus básicos. Com certeza um vestido vermelho marca mais que um preto, mas você achará suas formas de variar com lenços, make, acessórios, etc.
Quero fazer, me ensina?
Bom, o processo de cada um varia, mas posso ensinar o meu. Separe as 10 peças que você mais usou nos últimos dias. Elas combinam entre si? Ótimo, anote as cores e escolha mais 17 peças entre calças, shorts, casacos e blusas nas mesmas cores e/ou básicas em cores neutras (preto, branco, bege, marinho, cinza) para compor. Cada parte de baixo deve combinar com no mínimo 5 partes de cima. No meu atual todas as partes de cima combinam com as de baixo, incluindo vestidos que podem ser usados com calça ou meia calça. Pense em sobreposições e como variar com acessórios. Os armários e malas meus e de clientes que montei sempre tiveram no máximo 3 cores fortes (tipo vermelho, rosa e laranja)
Pra que armário cápsula?
Ai são tantas frases prontas que tenho para essa pergunta “Ter poucas peças, mas peças boas”. “Melhor repetir as bonitas do que variar as feias”. Mas a ideia é não comprar o que não usar. Não gastar tempo nem dinheiro da sua vida escolhendo roupa e não se sentir mal por isso. Repetir muito é um jeito de conhecer bem e fixar seu estilo. (Já percebeu que personagens de novela repetem um estilo ou uma peça várias vezes, pois é). Faz bem pro bolso, pra autoestima, enfim faz bem pra vida. É maravilhoso, quero que todo mundo sinta o que eu sinto com minha escolha. Se você não sente, tudo bem, não é uma imposição, é uma ideia de vida.”

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