O livro para pais fora da caixa

Tem gente que gosta muito de livros, e tem a Carol Daga.

Pra abrir a série de indicações, não fazia sentido chamar outra pessoa!

Aí vai o texto dela:

“Existem duas coisas que eu amo muito nessa vida: livros e música. Então é apenas natural que essas tenham sido as coisas que mais me inspiraram e entreteram nos últimos 28 anos. Livros sobre música? Melhor ainda.

Foi nessa brincadeira (e acho que por causa do fato de eu estar chegando aos 30) que eu acabei por ler um livro chamado: From Craddle to Stage. Para quem não sabe, o livro ainda não tem tradução para português (pena!), mas é escrito pela mãe do Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters. Por três anos, ela entrevistou mães de pessoas como Adam Levine, Kelly Clarkson, Tom Morello, e montou um livro digno de inspiração para todo mundo que quer ser mãe – mesmo que esse dia não esteja exatamente perto.

O que mais me chamou atenção (além do fato de Tom Morello, mais conhecido por ser guitarrista do Rage Against the Machine, ter um diploma de Harvard) no entanto, foram as críticas ao modelo de ensino que esses rock stars foram impostos a conviver com.

Enquanto eu crescia, eu sempre tive problemas com o sistema de estudo ao que somos submetidos aqui no Brasil. Eu sempre odiei ficar sentada reta e quieta e morria de sono sempre que era obrigada a fazê-lo. Por isso, depois de alguns anos, eu comecei a escrever, a ler e a desenhar enquanto os professores me contavam a história e geografia do mundo. Se isso atrapalhou meu desempenho escolar? Nunca. Meus pais tinham uma regra de que ninguém podia tirar menos do que 8 e eu sempre me mantive disso para cima.

Mas por que eu estou falando disso? Tirando a mãe do Tom Morello (sim, eu continuo impressionada), todas as outras mães comentaram o quão frustrante foi quando as escolas diziam que seus filhos tinham problema de atenção, enquanto eles aprendiam sozinhos como tocar instrumentos e ler partituras de música. Coincidência? Eu acho que não.

Na vida adulta, minha maior preocupação em ser mãe é conseguir encontrar uma educação que dará (e incentivará) a criatividade dos meus filhos. E se você vem das áreas de comunicação, do handmade, da música, da literatura, você sabe do que eu estou falando. Ninguém quer um filho que seja obrigado a “caber no modelo”, que seja obrigado a pensar como os outros, agir como os outros. Mas como fugir disso?

Talvez esse seja o maior legado dessas mães. Dessas mulheres que abraçaram seus filhos (alguns bem cedo, ao redor dos 12 anos) e disseram: “tá tudo bem. Se você quer isso, a gente vai perseguir isso juntos. A escola dá pra fazer depois.” E vejam: isso não quer dizer que todo mundo vai querer deixar a escola para depois. Talvez, seu filho vai querer ser o maior físico do mundo. Talvez, sua filha vai querer ser astronauta. O importante – e o motivo pelo qual eu estou escrevendo tudo isso – é que você lembre-se que “tá tudo bem”. Tá tudo bem não saber, assim como tá tudo bem sair do padrão. Porque enquanto houver amor e compreensão, vai haver sucesso.

Nas palavras da própria Virginia Grolh: aceitar e apoiar os diferentes caminhos que seu filho escolher, não vão garantir que você tenha o próximo nobel de química dormindo no sofá. Mas vai ajudá-lo a ser uma pessoa mais confiante, mais completa, e a nunca deixar que o medo ou alguém o diga que ele não conseguirá – porque você o ensinou que sim, ele consegue.”

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4 Comments

  1. Nadini 26 de julho de 2017 at 15:35

    Que amor! Carolzita é demais mesmo. A pessoa com mais referências EXATAS sobre tudo nessa vida que eu conheço, assim como a mais calorosa de todas. Amo/sou fufaites e tava curiosa sobre esse livro. Boas pontuações. Parece que a Dona Grohl aproveitou bem esse timing revolucionário do world wide web. Se antes já queria ler, agora quero ainda mais. Mais Carol e mais amor presse mundão todo <3

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    1. Caroline 6 de agosto de 2017 at 21:18

      Oi, lindinha! Muito obrigada por esse comentário, me encheu de amor e de luz! <3 Te empresto o livro sempre que você quiser, porque ó: ele vale muito a pena. Estou morta de saudades.

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  2. Mariana Bittencourt 27 de julho de 2017 at 06:53

    Que incrível! Eu conheci seu blog pela Carol e é uma delícia também ler ela por aqui. Desde que minha sobrinha nasceu eu me importo um pouquinho mais com essa questão de educação e é engraçado que esses ‘conselhos’ de mãe parecem tão óbvios, né? Só apoiar, dar suporte e dar amor. Servem também pra quando a gente pode apoiar um amigo. ‘Tá tudo bem’, que lição bonita <3

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    1. bru galliano 1 de agosto de 2017 at 22:42

      A Carol é maravilhosa, mesmo
      Sim, no mundo ideal, nós deveríamos só apoiar, dar suporte e amor pra quem a gente ama!
      Vamos focar e tentar isso, né?!

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