De longe, a coisa mais incrível que já fiz foi ter me tornado mãe.
E nesse processo, a decisão mais difícil que eu já tomei foi parar tudo o que eu estava fazendo na vida e exclusivamente cuidar do meu filho. Tem horas que é difícil, que eu me pergunto se eu não deveria ter continuado trabalhando, como tantas mulheres que eu admiro fizeram, tem horas que cansa, como quando ele coloca “Show da Luna” setecentas milhões de vezes seguidas, mas no fim, tudo isso tem sido um processo de autoconhecimento.
Eu tô me redescobrindo, tentando entender quem sou eu, do que eu gosto, do que eu não gosto. O que eu sei é que eu não sou só mãe.
Eu sou a melhor mãe que posso ser, mesmo não sabendo direito quem eu sou. E sabe o que? Tá tudo bem não saber! É o processo que tá me fazendo bem!
Tô aprendendo que a chave de tudo é respirar, controlar o ritmo da minha própria vida, acreditar nos meus instintos e no meu potencial. Eu aceito o que vem ao meu encontro, tento me doar para o mundo e aceitar o que ele me dá em troca. Eu só não quero ficar esperando saber quem eu sou pra poder começar!
Eu quero começar agora, quero sonhar, quero aprender coisas novas, aproveitar melhor o que eu já sei, porque eu acredito que a vida é mais rica quando a gente se torna bom em diferentes coisas.
Eu tô construindo os meus dias em volta das coisas que me importam. E tô aqui, diminuindo o ritmo e curtindo o caminho, porque a vida é bem mais simples do que eu pensava!

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